segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

- Especialistas discutem uso da energia solar

Cerca de 800 especialistas de 40 países estão reunidos esta semana no congresso da cooperativa internacional Solarpaces, realizado em Perpignan, no sul da França. Eles discutem soluções para os problemas energéticos mundiais e veem na energia solar uma grande promessa.

Usina solar de Odeillo
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A organização já desenvolve em partes do mundo sistemas de energia solar concentrada em alta temperatura para produzir a energia elétrica. São centrais termodinâmicas dotadas de espelhos que refletem os raios de sol para acionar uma turbina. Além do baixo custo, a vantagem dessa tecnologia é justamente a utilização de uma energia limpa.

A primeira operação comercial utilizando essa técnica foi na Califórnia em meados da década de 80.

Os especialistas acreditam que esse tipo de tecnologia poderá ser bem utilizada no futuro por países do norte da África, Austrália, Índia, África do Sul, Espanha e Portugal, regiões com grande radiação solar direta.

Em uma análise global, a Agência Internacional de Energia (AIE), prevê que este tipo de energia renovável poderá representar 10% de toda energia produzida no planeta até o ano de 2050. Com o aumento da demanda, a energia solar pode se tornar competitiva dentro de 20 anos. Hoje, a Espanha e os Estados Unidos, lideram o setor e possuem várias centrais em atividade.


Pioneira
A França é a pioneira no uso da tecnologia para se obter energia através do sol. Em 1969, o país inaugurou o forno solar de Odeillo, nos Pirineus, um dos maiores fornos solares do mundo com uma potência térmica de 1000 kilowatts.

O centro francês é especializado na investigação da concentração da radiação solar, assim como do comportamento de materiais submetidos às altas temperaturas extremas.


Fotos: No topo, o forno solar de Odeillo, instalado nos Pirineus, no sul da França. O equipamento é considerado um dos maiores fornos solares do mundo. Na sequência, arte mostra como funciona uma central termodinâmica da cooperativa internacional Solarpaces. Grandes espelhos que refletem os raios de sol para acionar uma turbina. Crédito: Solarpaces / Wikiligue.

fuente:  apolo11


- Inversão localizada do campo magnético intriga pesquisadores




Ao que tudo indica, a chamada inversão dos polos magnéticos da Terra é um ciclo natural comum e que leva cerca de 500 mil anos para se completar. No entanto, um novo estudo mostra que em alguns lugares do planeta esse período foi muito mais curto, o que despertou a atenção de alguns pesquisadores.

Bussola
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De acordo com os modelos atuais de dinâmica do núcleo da Terra, uma rápida e brutal mudança na posição dos polos é impossível, mas em 1995 um estranho padrão foi descoberto em antigos fluxos de lava na região do Oregon, EUA. Ali, os registros paleomagnéticos indicavam que as linhas do campo magnético haviam se movido cerca de 6 graus por dia, pelo menos 10 mil vezes mais rápido que o estimado.

Na ocasião, poucos cientistas levaram a sério a possibilidade da inversão rápida, já que todas as observações magnéticas impressas em amostras de lava sugerem que essa mudança sempre foi lenta e gradual.

Pesquisador Jonathan Glen

Para tentar levantar mais dados sobre o que poderia ter alterado o padrão magnético de forma tão rápida, os pesquisadores Scott Bogue, ligado ao Occidental College, de Londres e seu colega Jonathan Glen, do Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, voltaram a campo e encontraram uma nova amostra de lava com as mesmas características daquela encontrada no Oregon.

Nesta segunda amostra, coletada no estado americano de Nevada, Bogue e Glen constaram que alguma anomalia também havia mudado o campo magnético daquela região em aproximadamente 0.14 grau por dia, ou 53 graus por ano. Mantida essa velocidade, uma primeira interpretação diria que os polos magnéticos poderiam ter se invertido em menos de quatro anos.

Pesquisador Nick Jarboe coleta amostras de rocha no norte do Estado de Nevada

Apesar da evidência científica da alteração, Bogue acredita que é muito cedo para afirmar que houve de fato uma inversão magnética em tão pouco tempo, já que não existe nenhuma amostra que comprove a inversão total, nem na região pesquisada ou em qualquer outra parte do planeta. "Ao que tudo indica, parece que ocorreu algum fenômeno localizado que fez as linhas magnéticas se movimentarem", disse Bogue.

A opinião de Bogue também é compartilhada por Peter Olson, cientista da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. No entender de Olson, algum evento ainda desconhecido alterou o campo magnético apenas nessas localidades, mas sem abrangência global.

Agora, o que os pesquisadores tentam descobrir é que tipo de evento possa ter provocado essas alterações, além de descobrir se ambas as amostras sofreram as mudanças na mesma época, estabelecendo uma possível ligação entre os dois casos. Ao que tudo indica os fenômenos foram mesmo localizados, restando agora saber como o campo magnético foi alterado de forma tão violenta.


Paleomagnetismo
O paleomagnetismo é a ciência que estuda o campo geomagnético registrado na magnetização das rochas.

As primeiras observações dessa propriedade são atribuídas a A. Delesse e M. Melloni entre 1849 e 1853, que concluíram que as rochas vulcânicas adquirem a magnetização durante o processo de resfriamento. Em 1895, G. Folgerhaiter sugeriu que a direção dessa magnetização é a mesma do campo geomagnético terrestre à época que a rocha resfriou.

Apesar da idéia da inversão geomagnética só ter sido aceita no início do século 20, Folgerhaiter já havia notado que algumas rochas tinham polaridade contrária a do campo magnético atual, mas apenas a partir da década de 1950 é que suas idéias foram retomadas e elaboradas, culminando com a teoria vigente sobre as inversões graduais de polaridade do campo geomagnético.









Fuente:  apolo  11

Após terremoto na Argentina, tremor é sentido no RS, PR e SP

Tremor de 6,9 graus na Argentina é sentido em SP, RS e no PR

Um tremor de terra de 6,9 graus na escala Richter no norte da Argentina liberou energia equivalente a 16,8 bombas atômicas e foi sentido em municípios do Paraná e de São Paulo por volta das 8h deste sábado. O abalo ocorreu às 6h56, a 562 km de profundidade, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos. Até as 10h deste sábado não havia informações sobre danos ou vítimas em Santiago del Estero, cidade argentina onde se registrou o centro do abalo.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo confirma que recebeu ligações relatando tremores em municípios paulistas, inclusive da capital. Moradora de Indaiatuba, no interior do Estado, Joyce Simões Aguiar relatou ao Terra que sentiu o abalo sísmico às 8h03 no prédio onde mora. "Tremeu por duas vezes seguidas. Eu tinha acabado de amamentar meu filho, estava no quarto, meu marido estava na sala e disse que as taças do bar chegaram a balançar. Meu cachorro pulou da cama. Já estávamos quase descendo (do prédio) quando os abalos pararam. Esta é a terceira vez que isso acontece em quatro anos que moro aqui", afirmou, acrescentando que não houve danos materiais nem feridos em seu prédio e que esses eventos costumam acontecer no município após tremores em países como o Chile.

A Defesa Civil confirmou que a região de Campinas, onde fica Indaiatuba, é uma das mais afetadas do Brasil quando há terremotos em paízes vizinhos.

Morador de São José dos Pinhais, no Paraná, Alexandre Bogucheski Neto disse ao Terra que percebeu ao menos quatro tremores no prédio em que passou a noite com a família. "Por volta das 8h, acordamos assustados, com a cama chacoalhando. Outros moradores do prédio também sentiram o prédio balançar, mas meu irmão, que mora numa casa aqui ao lado, não percebeu nada", disse.

Em Maringá, também no Paraná, o tremor foi percebido pela moradora Fabiana Aparecida Degan. "Acordamos com o abalo ocorrido hoje por volta das 8h. Senti a cama se mexer e os lustres estavam balançando", descreve Fabiana.

Gilberto Kort, conta que também sentiu reflexos do tremor em sua casa, em Passo Fundo (RS). "Eu acordei com meu cachorro latindo e logo em seguida senti minha cama tremer", conta.

Policial militar de Indaiatuba, o soldado Almeida diz não ter percebido nenhum tremor. "Recebemos ligações de moradores de prédios, mas estou aqui no prédio do Batalhão desde as 5h40 e desconheço esses abalos".

Redação Terra

Colaboraram com esta notícia os internautas Gilberto Kort, de Passo Fundo (RS), Joyce Simões Aguiar, de Indaiatuba (SP), e Alexandre Bogucheski Neto, de Maringá (PR), que participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos,


fuente  de  terra  .com


 


Sprite  é  observado  em  Jupiter 

Utilizando dados da  espaçonave Juno, da Nasa, pesquisadores estadunidenses identificaram um poderoso flash similar aos que ocorrem raramente na Terra. E  a primeira vez que um evento desse tipo é observado em outro planeta.

Concepção artística mostra como um sprite apareceria aos nossos olhos, visto de Júpiter. Na Terra, um sprite tem a coloração avermelhada devido à grande quantidade de nitrogênio na alta atmosfera, mas em júpiter a cor azul dominaria a cena, devido à alta concentração de hidrogênio. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI.<BR>
Concepção artística mostra como um sprite apareceria aos nossos olhos, visto de Júpiter. Na Terra, um sprite tem a coloração avermelhada devido à grande quantidade de nitrogênio na alta atmosfera, mas em júpiter a cor azul dominaria a cena, devido à alta concentração de hidrogênio. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI.

Aqui na Terra esses flashes brilhantes são causados por tempestades elétricas que criam gavinhas vermelhas chamadas sprites.


Havia suspeita entre os pesquisadores que esses TLEs ou eventos luminosos transitórios, poderiam também ocorrer em Júpiter, uma vez que lá também há tempestades elétricas, no entanto, esses eventos nunca haviam sido detectadas antes.

O raro relâmpago foi detectado quando os cientistas observavam auroras jovianas através do instrumento UVS (espectrógrafo ultravioleta), a bordo da sonda interplanetária Juno. Segundo os especialistas, o evento foi registrado em uma faixa bastante estreita de emissão ultravioleta e teve duração extremamente rápida.

As faixas azul e branco perto do polo sul são registros da aurora austral de Júpiter, enquanto o círculo amarelo é a possível detecção do sprite, afastado da região da aurora. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI<BR>
As faixas azul e branco perto do polo sul são registros da aurora austral de Júpiter, enquanto o círculo amarelo é a possível detecção do sprite, afastado da região da aurora. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI

"O instrumento UVS foi projetado para caracterizar as auroras nos polos de Júpiter, mas descobrimos alguns frames que não só mostravam a aurora jupteriana, mas também um flash brilhante de luz ultravioleta no local onde não deveria estar", disse Rohini Giles, principal autora do artigo publicado no Journal of Geophysical Research: Planets.

"A princípio ficamos bastante desconfiados, mas quanto mais nossa equipe examinou os dados, mais certeza tivemos da detecção de um TLE em Júpiter", explicou a cientista.

Sprites na Terra
Para quem não sabe, os sprites são descargas elétricas que ocorrem na alta atmosfera da Terra e estão associados a tempestades, mas não nascem nos mesmo tipos de nuvens que formam as chuvas. Na realidade, eles ocorrem na chamada mesosfera, a terceira camada da atmosfera localizada diretamente acima da estratosfera e abaixo da termosfera, a cerca de 80 km de altitude.


Relâmpagos em Júpiter
Pesquisando dados dos últimos quatro anos da missão Juno, a equipe de cientistas encontrou 11 eventos brilhantes que eles suspeitam serem TLEs, uma vez que foram observados em uma região de Júpiter conhecida por formar trovões e relâmpagos com duração de alguns milissegundos.

Eles descartaram a possibilidade de que esses eventos fossem apenas uma tempestade de relâmpagos porque foram encontrados 300 quilômetros acima das nuvens de água onde os relâmpagos de Júpiter geralmente se formam. Além disso, o instrumento UVS também detectou altas emissões de hidrogênio nos flashes brilhantes.

"Na Terra, esses sprites aparecem na cor avermelhada devido à sua interação com o nitrogênio na alta atmosfera, mas em Júpiter a atmosfera superior consiste principalmente de hidrogênio, então eles provavelmente devem ser azul ou rosa", explicou disse Giles.

Fuente   Apolo11


 


Expansão de fissuras em  duas  geleiras  da Antártida




Por Rogério Leite


 14 out 2020 -

Imagens do satélite europeu Copernicus Sentinel-1 revelaram que duas das geleiras que mudam mais rapidamente na Antártida estão se quebrando e enfraquecendo mais rápido do que nunca e estão a um passo da desintegração.

Dinâmica de formação e expansão de fissura na geleira Pine Island (P1 e P2) e Thwaites (T1), entre outubro de 2014 e julho de 2020. Crédito: ESA.
Dinâmica de formação e expansão de fissura na geleira Pine Island (P1 e P2) e Thwaites (T1), entre outubro de 2014 e julho de 2020. Crédito: ESA.

De acordo com um  estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, as geleiras Pine Island e Thwaites são as responsáveis por 5% do aumento global do nível do mar

Juntas,  se localizam em uma área chamada Amundsen Sea Embayment e formam uma área de fluxo de gelo do tamanho aproximado da Noruega. Segundo o estudo, essas geleiras retêm um volume de água superior ou  suficiente para elevar o nível global do mar em mais de um metro.


Mudanças Climáticas
Nas últimas décadas, Pine Island e Thwaites mudaram distintamente de forma devido às mudanças nas condições atmosféricas e oceânicas, o que tem provocado o derretimento, diminuição da espessura e o recuo das plataformas.

Através de dados e imagem de diversos satélites diferentes entre 1997 e 2016, os pesquisadores observaram como a elevação da geleira e da plataforma de gelo mudou ao longo desse tempo.

Entre os diversos efeitos, foram observado danos estruturais nas chamadas "margens de cisalhamento" das plataformas, onde ocorrem as transições entre os gelos de movimento rápido e lento, criando grandes fendas e fraturas abertas, indicando que essas as plataformas de gelo estão se desfazendo paulatinamente.

Segundo Stef Lhermitte, ligado à Delft University of Technology, na Holanda e principal investigador do novo estudo, as plataformas de gelo são parecidas com um carro lento no trânsito. Elas forçam qualquer coisa atrás a diminuir de velocidade, mas assim que forem removidas todo o gelo no interior poderá acelerar, fazendo com que o nível do mar suba ainda mais rápido.


"Essa fratura parece dar início ao processo de feedback, que pré-condiciona as plataformas de gelo a se desintegrarem. À medida que as geleiras se quebram em seus pontos fracos, esse dano acelera, se espalha e enfraquece mais as plataformas, causando ainda mais deterioração", explicou Thomas Nagler, coautor do trabalho.

Esse é um círculo vicioso sem volta: à medida que as plataformas de gelo ficam cada vez mais danificadas, as geleiras perdem massa e suas "linhas de base" - a região onde as camadas de gelo flutuam o suficiente para se desprender do fundo do mar e flutuar - recuam.

Mapa mostra a localização das geleiras Pine Island e Thwaites, na Antártida.
Mapa mostra a localização das geleiras Pine Island e Thwaites, na Antártida.

No geral, de acordo com especialistas, os processos de feedback de danos parecem ser um fator chave na estabilidade futura das plataformas de gelo da Antártida.

No entender de Mark Drinkwater, ligado ao departamento de criogenia da ESA, Agência Espacial Europeia, as geleiras Pine Island e Thwaites são atualmente as maiores ameaças ao aumento global do nível do oceanos.

"Sabemos que uma quantidade significativa de gelo glacial no oeste da Antártida está sendo afetada pela mudança climática. Na verdade, um estudo recente descobriu que 24% desse gelo está se tornando instável rapidamente e os novos resultados destacam a rapidez com que esses danos estão ocorrendo, revelando que Pine Island e Thwaites estão mais vulneráveis do que nunca.

fuente: apolço11


 


Nave chinesa traz para a terra dois quilos de rochas da Lua

Dezesseis dias após o lançamento, a sonda chinesa Chang'e 5 retornou à Terra trazendo dois quilos de material rochoso coletados na superfície da Lua. Essa é a primeira vez que alguma amostra é trazida à Terra nos últimos 44 anos, quando a missão soviética Luna 24 retornou com 170 gramas de poeira e rochas lunares.

Auto-retrato mostra o módulo de pouso da Chang'e 5 e o mastro da bandeira chinesa na região vulcãnica de Oceanus Procellarum.
Auto-retrato mostra o módulo de pouso da Chang'e 5 e o mastro da bandeira chinesa na região vulcãnica de Oceanus Procellarum.

A Chang'e 5 foi lançada em 23 de novembro e chegou à orbita lunar cinco dias depois. Após uma série de manobras, o módulo de pouso e o veículo de subida alunissaram na região de Oceanus Procellarum, o Mar das Tempestades, em 1 de dezembro e ali permaneceram até 3 de dezembro, quando deixaram o solo lunar.


Equipado com painéis solares, câmeras, radares de penetração de solo e um espectrômetro imageador, o módulo de pouso fez diversas análises da região, ao mesmo tempo em que coletava amostras do rigolito lunar.

Esta foi a última missão do programa Chang'e de exploração robótica lunar. Antes, Chang'e 1 e Chang'e 2 orbitaram a Lua em 2007 e 2010, enquanto a nave Chang'e 3 levou ao nosso satélite dois jipes-robôs, em 2013. Em 2019 foi a vez de Chang'e 4, que em janeiro de 2019 realizou a primeira aterrissagem suave no misterioso lado oculto da lua. Ali, desembarcou dois jipes de exploração.

Com o aparente sucesso da missão a China se tornou a terceira nação a trazer material lunar para a Terra, depois de União Soviética e Estados Unidos, que durante as missões Apollo, entre 1969 e 1972, transportaram para Terra aproximadamente 400 quilos de rochas e detritos lunares.


fuente:  apolo11



 

 
Polo  Norte  da  lua

5 dez 2007 - 
A nova corrida espacial, com destino à Lua e Marte, tem demonstrado que as grandes potências  estão  coletando  dados para as futuras bases no satélite da Terra. E  as novidades vêm da Esa, a Agência Espacial Européia, que a cada dia vem surpreendendo com seus avanços. 

A novidade do momento é um novo mapa divulgado pela agência e obtido pela sonda Smart-1 em 2006. As imagens captadas mostram novos detalhes da geografia e iluminação do Pólo Norte lunar e que serão de grande utilidade aos futuros exploradores.

Apenas para recordar, a sonda Smart-1 é a mesma que em 3 de setembro de 2006 se chocou contra a superfície da Lua, produzindo um clarão captado por telescópios terrestres.

De acordo com a agência européia, os pólos da Lua são cientificamente muito interessantes para as futuras explorações, principalmente devido à exposição aos raios solares. Por apresentarem áreas constantemente iluminadas, possuem grande estabilidade térmica, além de estarem relativamente próximas às áreas escuras, que podem armazenar água em forma de gelo. Isso torna as regiões em torno dos pólos potenciais candidatas a abrigar as futuras bases exploratórias.

O mapa produzido pela Smart-1 mostra o pólo norte da Lua e cobre uma área de 800 km por 600 km. Nele, vemos com bastante nitidez as localizações geográficas de alguns acidentes, entre eles a cratera Peary, uma grande cratera de impacto muito próxima ao Pólo norte. Nesta latitude, o interior e o solo da cratera recebem pouca luz solar, mas o suficiente para ser escaneada pela sonda durante o momento da passagem orbital.


Crateras
Anteriormente, durante o verão lunar, a sonda norte-americana Clementine havia identificado algumas áreas iluminadas pelo Sol no interior das crateras. Agora, os dados coletados pela câmera AMIE (Experimento Avançado de Imageamento Lunar) a bordo da Smart-1 vem complementar esses dados, identificando as áreas que também recebem iluminação durante o inverno polar.

"A iluminação solar faz dessas áreas, locais ideais para prospecções com robôs ou instalações de bases, alimentados pela energia do Sol", explica Bernard Foing, Cientista-chefe do Projeto Smart-1 da Esa.

Outra cratera que merece a atenção dos pesquisadores é Hermite, localizada no limbo do norte lunar, também próxima ao Pólo norte. Vista da Terra, Hermite se apresenta de lado, iluminada obliquamente pelos raios solares.

Outra cratera, Plaskett, está localizada a 200 km do pólo norte e recebe luz solar vinda de ângulo muito baixo. Devido ao isolamento desta cratera e sua localização próxima ao limbo lunar, é cogitada como um possível local para uma base lunar, que poderá ser usada para simular as condições isoladas durante futuras missões tripuladas a Marte.

fuente:  apolo11


 

Falhas  geológicas  no  Brazil

11 dez 2007 -
O terremoto de 4.9 graus Richter ocorrido na cidade de Itacarambi, no norte de Minas Gerais, despertou a curiosidade dos brasileiros, que sempre acreditaram que o país estivesse livre desse tipo de fenômeno natural. Talvez o fato do abalo ter feito uma vítima fatal, a primeira no Brasil devido a um terremoto, tenha contribuído para chamar a atenção do público, que se perguntou: afinal, no Brasil existem terremotos? Quais foram as causas?

Por incrível que pareça muitas pessoas creditaram o fato à "ganância humana", que destrói a natureza, causa o aquecimento global e destrói a camada de ozônio. Outros explicaram o fato de maneira mais simplista e apontaram a "ira divina" como causa do abalo. No entanto, existe uma explicação bem mais científica e natural para o fenômeno, chamada falha geológica.


Placas Tectônicas
Os terremotos de grande intensidade ocorrem ao longo da região onde duas ou mais placas tectônicas se encontram. Ali, as rochas comportam-se como corpos elásticos, onde se deformam e acumulam muita energia proveniente da pressão e do stresse provocado pelo movimento entre as placas. A tensão é tanta que em um dado momento ocorre uma ruptura da região e toda a energia acumulada é liberada de uma única vez ou em eventos sucessivos. Isso é um terremoto.

O globo terrestre é formado por doze placas principais e diversas placas secundárias. O Brasil se localiza no centro da placa sul-americana, um local geologicamente estável, mas nem por isso livre de abalos, como pode pensar a maioria das pessoas.

Um estudo feito em 2002, coordenado pelo professor Allaoua Saadi, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, culminou com a apresentação do primeiro Mapa neotectônico do Brasil. Nele, Saadi e sua equipe identificaram pelo menos 48 falhas-mestras no território Nacional. "É justamente ao longo do traçado dessas falhas que se concentram as ocorrências de terremotos", explica Saadi.


Falhas geológicas
"Toda placa é recortada por vários pequenos blocos, de várias dimensões. Esses recortes, ou falhas, funcionam como uma ferida que não cicatriza: apesar de serem antigos, podem se abrir a qualquer momento para liberar energia. Se você tem um bloco recortado e o comprime de um lado e de outro, ele rompe onde já existe a fratura”, completa.

Segundo o professor, o maior número de falhas se concentra nas Regiões Sudeste e Nordeste, seguidas pela Região Norte e Centro-Oeste. A Região Sul é a que apresenta o menor número de falhas.

Para realizar o levantamento, Saadi utilizou diversos mapas topográficos e geológicos, além de uma grande quantidade de imagens de satélite e de radar. Saadi e sua equipe também foram pessoalmente a diversas localidades de Belém, Natal, Fortaleza e São Paulo e durante um mês investigaram as margens do Rio Amazonas, identificando as falhas na região. Para localizar as falhas, Saadi analisou primeiro as cartas topográficas à procura de indicadores. "Os rios são um exemplo, pois correm geralmente ao longo das fissuras", explica o pesquisador.


Em Minas Gerais
Com auxílio do Mapa neotectônico do Brasil, elaborado por Saadi, podemos ver que o Estado de Minas Gerais é cortado por diversas falhas geológicas: BR 24, 25, 26, 27, 28, 29 e BR 47. Chama a atenção a falha BR 47, localizada no norte do Estado e situada à margem esquerda do São Francisco, exatamente abaixo da cidade de Itacarambi, onde ocorreu o sismo de 9 de dezembro.

 

, 6 nov 2020 -

Manchas  no  Sol

Após diversos meses sem apresentar qualquer atividade expressiva, finalmente o Sol mudou de feição. Duas novas manchas solares, uma delas de grande tamanho, estão cravadas em suas superfície e podem produzir ejeções de massa coronal há muito desaparecidas. Acompanhe!

Observação da região ativa AR2781. A feição mede cerca de 450 milionésimos do disco estelar, equivalente a 1,36 bilhão de quilômetros quadrados.
Observação da região ativa AR2781. A feição mede cerca de 450 milionésimos do disco estelar, equivalente a 1,36 bilhão de quilômetros quadrados.

Nos últimos dias, duas regiões ativas passaram a ser observadas na fotosfera solar. A maior delas, batizada de AR2781, mede cerca de 450 milionésimos do disco estelar, o equivalente a 1,36 bilhão de quilômetros quadrados.

De acordo com dados do Centro de Previsão de Clima Espacial dos EUA, SWPC, o grupo AR2781 apresenta configuração magnética do tipo BETA, quando os campos magnéticos negativos e positivos estão presentes mutuamente, mas separados por um simples divisão tênue entre as polaridades.

Esse tipo de região ativa normalmente não apresenta grandes instabilidades, mas devido ao seu grande tamanho é possível que evolua magneticamente, podendo chegar ao tipo Beta-Gama, com campo magnético bipolar. Nesse tipo de grupo a dinâmica é tão complexa que é impossível observar linhas de fluxo conectando duas manchas de polaridade oposta.


IMPORTANTE
Atualmente, AR2781 já pode ser vista sem o uso de telescópios ou binóculos, mas sua observação exige o uso de óculos especiais, dotados de filtro do tipo Baader e capazes de atenuar em 99,9% o brilho da estrela. Na falta desse tipo de óculos, muito comum em países desenvolvidos, pode-se utilizar o tradicional de óculos de soldador número 14, embora a qualidade óptica não seja das melhores.

AR2781 se encontra no hemisfério Sul da fotosfera e deverá permanecer no campo de visão da Terra pelos próximos dias.

fuente:  apolo11